sexta-feira, 7 de março de 2008

Rosa

Havia um jardim imenso, na casa encantada dos avós de Isabela, que parecia ser regado realmente com amor. Lá, rosas, margaridas, lírios, hortências e mais hortências se perdiam numa mistura de cores que extasiavam qualquer observador. Era nele que algumas lágrimas eram roladas nos dias mais imprevisíveis.

Rosa sofria calada e de forma imperceptível. Jamais deixava que outros percebessem que as cicatrizes haviam se fechado, mas o agente que as havia causado continuava alí, na superfície.

Para a neta, Isabela, era só sorrisos e satisfação, todo o tempo.Eram maravilhosas as suas aulas de culinária à beira do fogão à lenha.Isabela tinha por volta de oito anos quando começou a cozinhar com a avó.O cheiro delicioso da comida era um incentivo e tanto para aprender cada vez mais sobre essa arte.Que sensação boa era esssa de saber transformar o arroz, o feijão, o fubá em coisas comestíveis e gostosas. Suas amigas nessa mesma idade só sabiam brincar com bonecas. Ela não; já se sentia muito útil...

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